Onde dói?

Estavam próximos. Bem perto. Quase se beijando. Eram intimos.


- Você já chegou a querer tanto alguém que chegou a doer?
- Já. E você?
- Já.
- Quando?
E num sussuro junto ao seu ouvido ela soltou: - Agora...
Não foi tão somente minha culpa.

Sem mistérios

Enigmatica deveria ser seu terceiro nome. Ela era escorregadia por natureza. Mas as vezes também forçava, e isso dava um charme todo especial a ela.
Ele gostava disso nela, mas uma vez, a alguns poucos anos atras, disse que os excesso de mistérios dela as vezes se tornava chato. Ela parou. Pensou. Hoje, depois desses poucos anos e de uma dia agradável ao seu lado, decidiu ser mais aberta e tentar demosntrar que atualmente é dele que ela gosta.

Não foi minha culpa. A culpa é sua.

De longa data

Ela nunca precisava dizer muita coisa pra ele. E ele também não. Ela sempre achou isso muito engraçado, era só olhar um olhar para outro e pá! Sabiam o que o outro pensava, o que o outro queria e como queria. Mas hoje ela sentiu a necessidade de dizer que ele tinha o bem querer dela, o carinho, a amizade e tudo mais que ele quisesse muito.


E ela estava determinada. Mais determinada do que nunca e do que qualquer mulher já esteve no mundo! Ela se entia assim agora. Cheia. Intensa. Poderosa. Seria o anjo que permaneceria ao seu lado quando ele sentisse de novo medo do escuro.


E eu tentei desviar meus pensamentos mas eles sempre voltam pra você. Não foi minha culpa.